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	<title>Patrus - Desenvolvimento é social</title>
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		<title>Sem poesia e sem razão</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 19:17:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[A leitura política de Marcelo Garcia do discurso e do papel de Patrus Ananias na política de assistência social no Brasil e em Minas Gerais Autora: Rosilene Cristina Rocha Marcelo Garcia chamou para si a difícil tarefa de demonstrar que o Governo de Minas Gerais é um estado de vanguarda nas políticas sociais no Brasil. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4><img src="file:///G:/DCIM/100NCD90/DSC_1477.JPG" alt="" /><span style="color: #808080;">A leitura política de Marcelo Garcia do discurso e do papel de Patrus Ananias na política de assistência social no Brasil e em Minas Gerais</span></h4>
<h5 style="text-align: right;"><span style="color: #808080;">Autora: Rosilene Cristina Rocha</span></h5>
<p style="text-align: justify;">Marcelo Garcia chamou para si a difícil tarefa de demonstrar que o Governo de Minas Gerais é um estado de vanguarda nas políticas sociais no Brasil. É uma tarefa inglória. Até o eleitorado da situação sabe que o social não é exatamente o grande destaque do governo em curso.</p>
<p style="text-align: justify;">No seu esforço retórico Marcelo apóia-se em três argumentos: o estado de Minas teve uma gestão inovadora e de alto desempenho no setor; o governo federal foi pouco relevante e a liderança do ex-ministro Patrus foi pouco importante.</p>
<p style="text-align: justify;">Comecemos pelas evidências estatísticas evocadas para suportar o primeiro argumento. Para início de conversa, apresentar o estado como bem posicionado entres os estados brasileiros é falacioso. Afinal, Minas tem o terceiro PIB do país. Portanto, a comparação adequada é observar seu desempenho entre os estados do sul e do sudeste, justamente os que concentram a maior riqueza, portanto os mais comparáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Tomando apenas alguns exemplos. Marcelo nos informa, ainda que precariamente, que em 2006 a taxa bruta de mortalidade infantil apresentada pelo Brasil foi de 20,7 e Minas foi de 17,9 – e não 17 como anotou em seu texto. Esquece-se de observar que Minas apresentou a pior taxa entre todos os estados das regiões sul e também do sudeste. Marcelo informa ainda que, em 2007, Minas apresentou uma taxa de analfabetismo de 8%. Novamente se esqueceu de observar que é a pior taxa entre os estados do sul e do sudeste. É pior até que os apresentados pelos estados do Amazonas e do Amapá que, como sabemos, possuem PIBs bem menores que o nosso. Já quanto ao IDEB, também citado, Minas está em terceiro lugar entre os estados do sul e do sudeste, tanto para as séries finais do ensino básico, quanto para o ensino médio. Convenhamos, não chega ser um desempenho dos mais brilhantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Apoiado em dados da POF 2009 em relação à segurança alimentar, Marcelo nos informa que, no Brasil, 9,2% de famílias se alimentam de maneira normalmente insuficiente. Diz ainda que em Minas Gerais essa proporção cai para 7,5%. Faltou apenas indicar que esse desempenho é o décimo melhor do país. Ficando atrás de todos os estados do Sul e do Centro Oeste e, ainda, de São Paulo e Rondônia. Novamente, uma estatística que não suporta a percepção de competência social proclamada por Marcelo.</p>
<p style="text-align: justify;">Obviamente, todas as mazelas sociais de Minas têm uma história mais antiga que as gestões do PSDB. Contudo, o que surpreende é que o Estado tenha tido um desempenho tão acanhado diante de tantas possibilidades abertas pelo Governo Lula. É aí que está uma das principais críticas do Patrus que parece incomodar Marcelo.</p>
<p style="text-align: justify;">Deixando as estatísticas de lado, falemos um pouco do caráter inovador na gestão de políticas de assistência social. Em relação à posição de vanguarda do Estado na implantação do SUAS, Marcelo nos informa que “foi o primeiro Estado a implantar o financiamento direto para as cidades fundo a fundo”. Na verdade, o Governo de Minas Gerais adotou a sistemática de repasse de recursos financeiros aos municípios com base em um Decreto que simplifica a lógica de convênios. Entretanto, isso não deve ser confundido com o mecanismo de repasse federal denominado “Fundo a Fundo”. Pois falta ao repasse estadual, indicadores claros de alocação, garantia legal de sustentabilidade futura do mecanismo de repasse e regularidade no repasse aos municípios. Novamente, o Governo de Minas fez menos do que devia e muito menos do que podia. Outra vez, Patrus tem razão ao cobrar mais compromisso social.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando recorre ao programa estadual Poupança Jovem, que transfere recursos aos jovens quando da conclusão do ensino médio, Marcelo esquece-se de notar a cobertura limitada do programa, atendendo apenas 8 dos 853 municípios mineiros e cerca de 32 mil jovens. O importante a se destacar neste ponto é a racionalidade dos programas de assistência social do PSDB mineiro e alhures: baixa cobertura, baixa relevância na agenda política dos governos, e baixo orçamento. Quanto a este último item, vale notar que no que concerne ao co-financiamento dos serviços sócio-assistenciais, o Governo de Minas Gerais destina apenas 0,04% do seu orçamento total para a assistência social.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto ao papel do governo federal na implementação da política de assistência social em Minas, apoiaremos nossa argumentação apenas nos recursos financeiros transferidos ao Estado. O recurso transferido para o Estado e municípios passou de R$ 1,52 bilhões, em 2003, para R$ 3,52 bilhões, estimados para o ano em 2010. As transferências para o BPC cresceram quatro vezes no período. O Programa Bolsa Família dobrou o valor repassado de R$ 600 milhões para R$ 1,2 bilhão. Já os valores referentes aos serviços sócio-assistenciais também cresceram 4 vezes, de R$ 35 milhões para R$ 118 milhões. Cumprindo assim, a principal deliberação das conferências nacionais, co-financiando um CRAS em cada município mineiro. Tudo isso foi possível porque o orçamento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome saltou de R$ 11 bilhões/ano para R$ 39 bilhões/ano, no meso período.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma outra questão muito importante: por trás da implementação do SUAS em Minas estão as administrações municipais que, a bem da verdade, são verdadeiros implementadores do Sistema. Em seu afã retórico de exaltar o papel do nível estadual, Marcelo esqueceu-se dos municípios mineiros, assim como o fez do nível federal. Contudo, o esquecimento mais grave está relacionado ao papel que o ex-ministro Patrus teve em toda a história recente da assistência social no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Nenhuma política de assistência social está garantida. Marcelo sabe muito bem disso. Pelos ganhos recentes das políticas de assistência social e de segurança alimentar, Patrus se inscreve na condição de mais importante político da área. Os resultados são tão excepcionais que ficaria ocioso repeti-los. Todos sabem o quanto o país alcançou na redução da fome e da pobreza, na constituição da rede de serviços sócio-assistenciais, na configuração de um marco jurídico que desse amparo a estas políticas, no estabelecimento de relacionamento ético e republicano com todos os entes da federação. Marcelo argumenta que isto é um dever. É verdade, isto é um dever. Mas a pergunta que fica é quantos fizeram tanto, de maneira tão profunda, e em tão pouco tempo? Responda rápido, e sem viés partidário, qual o mais importante ministro da assistência social que o país já teve?</p>
<p style="text-align: justify;">Em tempos de eleição, exaltar um governo estadual que tem baixo desempenho na área social, ainda que possua méritos em outras áreas, para tentar desqualificar a mais relevante liderança política da assistência social é até compreensível, mas é muito feio. É sobretudo para quem viu e viveu os ganhos do setor. Um dos significados atribuídos aos mitos é que eles traduzem de maneira poética o que vai na essência de cada um de nós. Outro significado menos generoso é que são narrativas que nos afastam da realidade. Marcelo deveria refletir sobre o uso dos dois sentidos e aproveitar no que há de melhor nos dois sentidos: a poesia, enquanto contraponto da argumentação bruta, e a identificação do que é essencial, em contraposição do que é efêmero e não terá mais importância em quatro semanas.</p>
<h5 style="text-align: justify;"><span style="color: #808080;"><span style="color: #333333;">Rosilene Cristina Rocha</span> é assistente social; foi Secretária Executiva Adjunta, e posteriormente, Secretária Nacional de Assistência Social do Ministério Desenvolvimento Social e Combate à Fome. foi ainda Secretária Municipal de Belo Horizonte por duas gestões, Presidente do Colegiado de Gestores Municipais de Assistência Social de Minas Gerais, Vice-presidente do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social, Conselheira Nacional de Assistência Social, Coordenadora da CIT &#8211; Comissão Intergestores Tripartite e Presidente do Conselho Regional de Serviço Social de Minas Gerais &#8211; CRESS-MG.</span></h5>
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		<title>Lula e Dilma, Juntos por Minas</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 21:53:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Autor: Patrus Ananias O presidente Lula e a nossa candidata Dilma Roussef chegam nesta quarta-feira a Minas. O presidente cumpre agenda oficial em Contagem à tarde e à noite, participa conosco de um grande comício que estamos organizando na Trincheira do Ibiruçu, na divisa entre Contagem e Betim. Será um grande ato na Região Metropolitana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align: right;"><span style="color: #888888;">Autor: Patrus Ananias</span></h5>
<p style="text-align: justify;">O presidente Lula e a nossa candidata Dilma Roussef chegam nesta quarta-feira a Minas. O presidente cumpre agenda oficial em Contagem à tarde e à noite, participa conosco de um grande comício que estamos organizando na Trincheira do Ibiruçu, na divisa entre Contagem e Betim. Será um grande ato na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em apoio à Dilma e à nossa candidatura no estado. Conversei com o presidente Lula, que confirmou sua presença na quarta-feira e disse que virá pelo menos mais duas vezes ao estado participar da nossa campanha.</p>
<p style="text-align: justify;">Lula ajudou a articular a coligação que Hélio Costa e eu fizemos, junto com os companheiros do PC do B e do PRB, em nome de um projeto: o de fazer em Minas o que Lula fez pelo Brasil e, eleita, Dilma continuará fazendo. O projeto de nossa candidatura está integrado ao projeto que Lula implantou no país e Dilma quer continuar implantando. Por essa razão Lula faz questão de vir a Minas reforçar isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Minas, nós estamos combatendo um projeto de base neoliberal, que não deu conta de promover a diversificação de nossa economia e não deu conta de combater as desigualdades regionais e sociais. Nós temos um Plano de Desenvolvimento Integrado e Regionalizado para Minas, construído em bases democráticas e participativas, que tem o objetivo de transformar a estrutura da economia mineira, reduzir as desigualdades regionais, erradicar a pobreza absoluta no estado e promover a emancipação dos mineiros pela educação e pelo trabalho. Sabemos que o desenvolvimento de Minas Gerais depende de cada uma de suas regiões. E o desenvolvimento de cada uma das regiões depende de Minas. Esse foi o projeto que fez o Brasil avançar. Esse é o projeto que queremos implantar em nosso estado. E vamos fazer isso com o apoio do presidente Lula e da companheira Dilma. Fazemos parte do mesmo time. Minas precisa mudar para acompanhar o Brasil!</p>
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		<title>Quero debater projetos</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 00:49:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Autor: Patrus Ananias Algumas pessoas me procuraram nesta quarta-feira querendo que eu comentasse as insinuações do ex-governador Aécio Neves em entrevista a rádios da capital. Confesso que não me sinto a vontade para entrar numa seara polemista. Com Alceu Amoroso Lima aprendi que a polêmica é uma forma menor de diálogo. Também aprendi com ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Autor: Patrus Ananias</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas me procuraram nesta quarta-feira querendo que eu comentasse as insinuações do ex-governador Aécio Neves em entrevista a rádios da capital. Confesso que não me sinto a vontade para entrar numa seara polemista. Com Alceu Amoroso Lima aprendi que a polêmica é uma forma menor de diálogo. Também aprendi com ele não responder ataques pessoais. Discuto ideias e projetos. Considero que o período eleitoral é também um momento pedagógico, no sentido de expandir a confiança política das pessoas e alargar o espaço para exercício dos direitos e deveres da cidadania. Além das ideias que sempre defendi e defendo, tenho também minhas ações e a esplêndida e reconhecida experiência de gestão voltada para o social.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa experiência vivemos na Prefeitura de Belo Horizonte, onde tivemos um trabalho tão bem reconhecido que a Prefeitura seguiu governada pelo meu vice prefeito, Célio de Castro e, depois dele, pelo nosso ex-secretário da fazenda, Fernando Pimentel. Desenvolvemos políticas que marcaram história na capital. Implantamos o Orçamento Participativo, programas pioneiros de combate à fome, obras, investimentos na educação, saúde. Na cultura, projetamos a cidade no cenário nacional e internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois, tivemos o trabalho de seis anos à frente do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, consolidando a maior política social do mundo, inclusive investindo em Minas quase R$ 4 bilhões /ano.</p>
<p style="text-align: justify;">É isto que quero discutir nas eleições: projetos e prioridades. Junto com o governo do presidente Lula, do qual Hélio Costa e eu tivemos a honra de participar, fizemos uma revolução democrática, silenciosa e pacífica no Brasil, enfrentando com determinação os desafios da fome, da pobreza e da exclusão social. Implantamos o maior conjunto de políticas de inclusão social da história do Brasil. Em seis anos consolidamos a estrutura de um Ministério inteiro que, com pouco mais de 1400 funcionários, está presente hoje em todos os 5.564 municípios brasileiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos discutindo essas prioridades. A mim interessa debater democraticamente e de forma ética quem fez efetivamente, na política brasileira, dentro da melhor tradição cristã, a opção preferencial pelos pobres. Quem governou com eles e para eles. Fizemos isso na Prefeitura de BH, fizemos isso no governo do presidente Lula e realizaremos no governo de Minas.</p>
<p style="text-align: justify;">E vamos fazer isso em sintonia com o projeto de mudanças que, capitaneadas pelo presidente Lula, estão em curso no país. Fazemos parte de seu time. O presidente já esteve em Minas apoiando nossa candidatura, já fez declarações de apoio, reforçando nosso compromisso com esse projeto nacional. Em nome desse compromisso e sintonia que ele está agendado para estar em Minas no dia 8 de setembro, junto com nossa candidata a presidente, Dilma Roussef. Aqui em Minas as ideias disputam, os projetos disputam, as pessoas conversam. Assim vamos prosseguir na campanha, defendendo nosso programa.</p>
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		<title>A hora da verdade</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 13:44:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Autor: Paulo Barcala A um mês das eleições, muita gente boa ainda não se deu conta do que está em jogo nas nossas Minas. A aliança com o PMDB, da qual ninguém se ressente quando o assunto é a chapa presidencial, fez aqui parte de nossa turma torcer o nariz. Eu também queria Patrus de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align: right;"><strong><span style="color: #888888;">Autor: Paulo Barcala</span></strong></h5>
<p style="text-align: justify;">A um mês das eleições, muita gente boa ainda não se deu conta do que está em jogo nas nossas Minas. A aliança com o PMDB, da qual ninguém se ressente quando o assunto é a chapa presidencial, fez aqui parte de nossa turma torcer o nariz. Eu também queria Patrus de titular, e batalhei, desde antes das prévias, nos meus modestos limites, para ajudar a viabilizar essa configuração. Só que o resultado interno e os desdobramentos foram os que todos conhecemos. Depois disso, pedir o céu quando o possível parceiro tem, em intenções de voto, 30 pontos percentuais adiante é algo que não cabe na política.</p>
<p style="text-align: justify;">O fato é que a chapa se consolidou, e o Patrus, nossa referência ética, abraçou a causa em nome das Gerais. Se ele assim o fez, onde nós deveremos ficar? Certamente não será sobre o muro da distância, agarrados às heras do <em>muxoxo</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Hélio Costa foi ministro de Lula por mais de cinco anos, período em que sempre praticou lealdade ao governo. Deveremos a seu trabalho a inclusão digital de milhares de escolas públicas e a bem-sucedida queda de braço com setores do capital na lida para implantar o Plano Nacional de Banda Larga, que de quebra permitiu à Telebrás ressurgir das cinzas para pilotar essa revolução.</p>
<p style="text-align: justify;">Quero dizer a todos que estamos frente a uma agenda que ultrapassa em muito a eleição mineira de 2010. O apoio do reacionarismo mais convicto ao adversário (vide Veja) deveria bastar para comover os nossos a deixarem um inoportuno ar blasé. É hora de tomar ciência do que se passa. A se confirmarem as pesquisas para a eleição presidencial, e estamos de alma e corpo empenhados para soprar esse vento, estará vencido um capítulo, certamente vital, da história que o Brasil passou a escrever. Ainda assim, será parte de um processo com muito chão a percorrer.</p>
<p style="text-align: justify;">Os que desejam o retrocesso escondem suas armas nos paióis dissimulados. Minas, coração do país, pode ser motor que acelera as mudanças ou trincheira de um atraso modernamente trajado. Perder aqui não significa somente condenar nossa terra a descompassar-se do Brasil no mínimo mais quatro anos, o que já seria demasiado. É também dar geleiras à frialdade que não tolera o calor do povo a cantar.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos que estão agora sentados sobre o próprio silêncio, tomo a liberdade de lembrar: não haverá segunda chance porque não vai haver segundo turno. Trocando em miúdos, será tarde para se arrepender da inércia se ela permitir que ao Palácio da Liberdade se reconduza quem, titereiro ou títere, a ela desserviu e desservirá.</p>
<p style="text-align: justify;">A maioria das pesquisas indica nossa dianteira, mas espalhar a dúvida e confundir a ideia é arte da treva, própria de quem pensa poder gerir o futuro sem planejar a igualdade. Depende do esforço diuturno de cada um de nós confirmar essa tendência que os números apontam: dar à companheira Dilma inequívoca vitória em Minas e levar ao governo do estado a chapa que, integrada por Patrus, vai fazer da prioridade social seu compromisso inarredável.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Declaração de voto</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 19:21:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Autor: Délcio Fonseca Vou votar em Patrus para vice-governador e, portanto, em Hélio Costa para governador. Não é difícil – pelo contrário, é muito fácil – falar bem de Patrus. Os que puderam e podem conhecê-lo mais de perto sabem da pessoa ótima que ele é, um ser humano como poucos. Dá gosto tê-lo como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align: right;"><strong><span style="color: #888888;">Autor: Délcio Fonseca</span></strong></h5>
<p style="text-align: justify;">Vou votar em Patrus para vice-governador e, portanto, em Hélio Costa para governador.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é difícil – pelo contrário, é muito fácil – falar bem de Patrus. Os que puderam e podem conhecê-lo mais de perto sabem da pessoa ótima que ele é, um ser humano como poucos. Dá gosto tê-lo como governante. Os que acompanharam seu trabalho como Prefeito de Belo Horizonte e, depois, como Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, já viram bem que ele é capaz de propiciar, traduzido em iniciativas práticas e obras que sempre beneficiam, em primeiro lugar, as pessoas que de fato mais precisam.</p>
<p style="text-align: justify;">Patrus vai ter um lugar de destaque no governo de Minas, caso Hélio Costa seja eleito governador. É o que já ficou claro. Não vai ser um “vice” relegado ao ostracismo, como muitas vezes acontece. Já deu para perceber a força que Patrus terá neste governo.</p>
<p style="text-align: justify;">E Hélio Costa? Eu confesso que alimentava contra ele certa rejeição, que ocasionalmente vejo também em alguns amigos. Ao perceber a posição de Patrus (em quem confio, e ele aceitou ser vice de Hélio Costa..) resolvi dar uma pesquisada: quais eram as justificativas reais da minha posição? Percebi que era uma coisa meio desproporcional. Vinha dos tempos em que uma certa pureza arrogante, ao estilo “petista de raiz”, ainda prevalecia em mim. O simples fato de que algum político não era petista era causa suficiente de rejeição. Alguma tolerância ficava reservada aos comunistas históricos, mas com ressalvas ideológicas… estes eram tempos bem “xiitas”, para mim.</p>
<p style="text-align: justify;">Há críticas a Hélio Costa, como frequentemente acontece com muitos políticos, justificadamente ou não. Mas verifiquei que ele fez um bom trabalho, como Ministro das Comunicações do governo Lula. Um exemplo: a tal grande expansão da internet banda larga para camadas pobres da população e para escolas públicas faz parte das coisas que ele ajudou a promover;  a expansão das rádios comunitárias também. Isso tudo é bom. E não fiquei sabendo, sinceramente, de fatos graves que justificassem minha rejeição a Hélio Costa. Vou votar nele, e em Patrus, com bastante tranquilidade e paz no coração.</p>
<p style="text-align: justify;">A isso tudo junto um argumento forte, para mim: nunca votaria no projeto tucano para Minas ou para o Brasil. Não desejo para o país este caminho torto.</p>
<p style="text-align: justify;">That’s it.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Com o coração voltado para Minas. E para o Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 01:38:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apresentação]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Minas]]></category>
		<category><![CDATA[Patrus]]></category>

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		<description><![CDATA[Autoria: Patrus Ananias Estive afastado do blog, mas agora consegui reincorporá-lo à minha rotina e retomar esse espaço de reflexão. E penso que ele será muito importante nesse momento, quando estamos promovendo uma disputa de projetos políticos, para o Brasil e para Minas. Quando tomei a decisão de compor como candidato a vice na chapa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align: right;"><span style="color: #888888;"><strong>Autoria: Patrus Ananias</strong></span></h5>
<p style="text-align: justify;">Estive afastado do blog, mas agora consegui reincorporá-lo à minha rotina e retomar esse espaço de reflexão. E penso que ele será muito importante nesse momento, quando estamos promovendo uma disputa de projetos políticos, para o Brasil e para Minas.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando tomei a decisão de compor como candidato a vice na chapa encabeçada pelo Hélio Costa, viabilizamos a coligação entre o PT e o PMDB, além do PC do B e do PRB, reproduzindo a base da aliança da candidatura da companheira Dilma Roussef à sucessão do presidente Lula. E fizemos isso em nome de um projeto.</p>
<p style="text-align: justify;">Nosso projeto é o de promover em Minas as mudanças que Lula está fazendo no país e, esperamos e trabalhamos por isso, Dilma continuará fazendo. É muito importante, para o projeto nacional, que os estados trabalhem em sintonia com seus propósitos. E a candidatura do Hélio Costa está rigorosamente alinhada e comprometida com a continuidade das conquistas e avanços alcançados no governo do presidente Lula.</p>
<p style="text-align: justify;">E,em todas as conversas que tivemos, ele sempre tem reiterado o compromisso de tocar esse projeto em um governo compartilhado conosco. Não se trata, se eleitos, de termos uma ou outra secretaria, mas de definirmos, juntos, estratégias, prioridades, projetos. O primeiro passo já foi dado: sou responsável pela elaboração do nosso programa de governo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os que acompanham atentamente a política sem perder de vista a perspectiva histórica, sabem que a parceria com o PMDB não é uma novidade. Tenho em minha casa uma fotografia, da época do movimento pelas Diretas-Já, na qual estou presente e, em destaque, estão, lado a lado, Lula e Ulysses Guimarães. No governo do presidente Lula, o PMDB participou ativamente, inclusive em ministérios estratégicos, participando das principais decisões do governo e compartilhando o nosso projeto. O próprio senador Hélio Costa foi por cinco anos ministro das Comunicações, promovendo ações importantes como a informatização das escolas e a implantação da tecnologia da TV digital no país. A nossa parceria começou aí.</p>
<p style="text-align: justify;">Tanto em Minas quanto no Brasil, a disputa está muito clara: de um lado, uma proposta neoliberal, privatizante, na qual a questão social é pouco mais do que um detalhe. Do outro, um programa voltado para promover o desenvolvimento econômico com justiça social e sustentabilidade, de construir um estado que assuma suas responsabilidades na promoção do desenvolvimento pleno de seu povo. É um projeto pautado pela liberdade, pela igualdade, pela justiça, pela participação e democracia. Sabemos de que lado estamos. Estamos trabalhando por esse projeto. E queremos discuti-lo com todos. Esse blog vai servir também para isso.</p>
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		<title>Meu compromisso com a base do partido</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 14:06:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de um período de reflexão compartilhada, fiz opção por sair do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e disputar as prévias do PT em Minas. O nosso projeto era disputar e ganhar o governo mineiro para fazer no Estado o que fizemos na Prefeitura de Belo Horizonte e no ministério. Infelizmente, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de um período de reflexão compartilhada, fiz opção por sair do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e disputar as prévias do PT em Minas. O nosso projeto era disputar e ganhar o governo mineiro para fazer no Estado o que fizemos na Prefeitura de Belo Horizonte e no ministério. Infelizmente, o pré-candidato vitorioso nas prévias, Fernando Pimentel, não viabilizou a sua candidatura.</p>
<p>Nesse momento, não me sinto motivado a disputar outros cargos. Penso que serei mais útil ao PT e ao povo de Minas trabalhando nas bases do partido e nos movimentos sociais. Pretendo também refletir sobre a experiência vitoriosa no ministério e compartilhá-la em espaços governamentais e não governamentais. Continuarei também a conversar e ouvir os militantes do PT e os nossos parceiros e interlocutores históricos. (Patrus Ananias)</p>
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		<title>Brasil, Irã e nosso ranço colonialista</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 12:52:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diálogos]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho acompanhado a reação na imprensa do acordo com o Irã sobre seu programa nuclear, mediado pelo Brasil e pela Turquia, e confesso que com bastante estranhamento. Sinto que a reação de crítica ao acordo, emitida por boa parte da imprensa tradicional, mas também de setores da sociedade civil, reflete um sentimento colonialista no país. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho acompanhado a reação na imprensa do acordo com o Irã sobre seu programa nuclear, mediado pelo Brasil e pela Turquia, e confesso que com bastante estranhamento. Sinto que a reação de crítica ao acordo, emitida por boa parte da imprensa tradicional, mas também de setores da sociedade civil, reflete um sentimento colonialista no país. Percebo, na maioria dos comentários negativos ao acordo, que as pessoas defendem com convicção e sem muita reflexão crítica a posição do governo dos Estados Unidos, reforçando uma visão unilateral da questão.</p>
<p>Precisamos entender melhor o contexto que estamos vivendo. Mais uma vez, acredito, a política externa do governo brasileiro está correta e afirma nossa soberania. Estabelecemos relações com todos os povos e países do mundo. Também recebemos críticas, de setores da esquerda inclusive, por nos sentarmos à mesa com um ditador que desrespeita os direitos humanos. Essa é uma questão importante, sem dúvida. E temos de enfrentá-la em todos os campos. Mas por que dois pesos e duas medidas? Se formos rigorosos com a questão dos direitos humanos, nos restarão muito poucos interlocutores no cenário mundial. A China respeita os direitos humanos? No entanto, muitos são os países que mantêm relações com a China, inclusive o Brasil, e não são recriminados por isso. Os Estados Unidos até hoje mantêm a base de Guantánamo. Não é um desrespeito claro aos direitos humanos? E a relação de Israel com os palestinos? O recente ataque da marinha israelense a um navio que levaria ajuda humanitária à Faixa de Gaza é mais uma evidência da desumanidade que é o bloqueio imposto por Israel ao povo palestino.</p>
<p>O fato é que não devemos relativizar os direitos humanos. Devemos reafirmar nossos compromissos com o direito à vida, à dignidade, à liberdade. Temos de batalhar pelo mundo que queremos, mas também temos de trabalhar com o mundo que temos.</p>
<p>Temos de discutir as questões com bastante seriedade, sem retirá-las de seu contexto. A questão nuclear no Irã preocupa, como também preocupa a política nuclear de Israel, por exemplo. No entanto, há um silêncio em torno disso. Queremos e devemos discutir com responsabilidade a segurança de todos os países e pensar como vamos buscar um mundo mais seguro para todos.</p>
<p>A propósito, é muito importante a questão da segurança. Afinal, a quem interessa uma guerra com o Irã? Ao Brasil e à Turquia, assim como a todos os países em desenvolvimento, isso não interessa. Uma guerra gera uma situação de instabilidade. No caso do Brasil, interrompe um processo importante da economia, que está ampliando suas relações com os países do Oriente Médio.</p>
<p>Mas talvez a guerra possa interessar aos países grandes produtores de armas que precisam dar vazão à produção. Também àqueles que pretendem manter hegemonia das relações econômicas, dominar recursos também em outros países. Isso impede que outros países possam se constituir como ameaças a certas hegemonias.</p>
<p>Precisamos refletir bastante. Há mais coisas em jogo na questão do Irã do que a questão nuclear.</p>
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		<title>Entrevista do ex-ministro Patrus Ananias publicada no portal Terra quarta-feira (19/05)</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 11:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Terra &#8211; O PT está saindo de um processo pontual das prévias em Minas. Como um dos personagens principais deste processo, como o sr. vê seu partido hoje? Patrus Ananias &#8211; As prévias foram positivas. Devemos reafirmar os compromissos democráticos do PT. Sempre defendemos a democracia como melhor forma de governo. Temos que ser coerentes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terra &#8211; O PT está saindo de um processo pontual das prévias em Minas. Como um dos personagens principais deste processo, como o sr. vê seu partido hoje?</p>
<p>Patrus Ananias &#8211; As prévias foram positivas. Devemos reafirmar os compromissos democráticos do PT. Sempre defendemos a democracia como melhor forma de governo. Temos que ser coerentes com nossa história e não sermos apenas um partido de períodos eleitorais. O processo das prévias teve limitações, um prazo muito curto entre a organização e a realização, não houve debate entre os candidatos, e houve um cizânia, foi colocado por algumas pessoas e pela imprensa que as prévias não eram para valer.</p>
<p>Terra &#8211; Dentro do partido mesmo se propagou isso, não é?</p>
<p>Patrus &#8211; Sim, isso contribuiu para certo arrefecimento da militância, mas de qualquer forma o processo contribuiu para que a gente continue lutando por um PT cada vez mais comprometido com as raízes. É claro que queremos um partido que vá aperfeiçoando seus mecanismos de interlocução com a sociedade. Fizemos o PT para ser um partido grande. Prevaleceu a ideia do partido de massas, plural, democrático, que estimule as diferenças e os diferentes, o que nos torna melhores. O PT não deve perder sua marca, sua identidade, que é o compromisso com a ética, o mais absoluto rigor na aplicação do dinheiro público, com a desprivatização do Estado brasileiro.</p>
<p>Terra &#8211; Como se alia o projeto nacional de poder, aos interesses do partido nos Estados? Como administrar este projeto de poder?</p>
<p>Patrus &#8211; Construímos o PT também com essa marca. Não queremos um partido regionalizado, com chefes, caciques, coronéis, locais ou estaduais. Queremos um partido de militância, colocando sempre o Brasil como referência. Agora, o projeto nacional não se dá no abstrato, ele passa pelos projetos locais, regionais, estaduais. Sobretudo em um Estado estratégico como Minas. Os projetos nacionais passam por Minas. Tem que haver essa relação: da mesma forma que ganhamos a presidência, queremos continuar governando o Brasil e Estados importantes como Minas Gerais, também temos que ter a atenção permanente com a base. O que o PT tem de mais forte e bonito é sua militância. Foi essa militância que pôs o PT de pé depois da grave crise de 2005 (mensalão), quando muitos achavam que o partido estava ferido de morte, foi no PED (Processo de Eleição Direta) que a militância mostrou força. Mais de 300 mil filiados foram votar e dizer que se não concordavam com aquelas práticas denunciadas. O governo Lula é um divisor de águas na história do Brasil. Estamos acabando com a fome no Brasil, reduzindo a pobreza, as injustiças, as desigualdades sociais e regionais. Claro que um partido como o PT tem que ter um projeto de poder. Mas um poder a serviço de princípios éticos, democráticos.</p>
<p>Terra &#8211; A direção nacional parece não pensar bem assim, respeitando tão a fundo os municípios, os Estados, os filiados? Houve ameaça de intervenção em Minas.</p>
<p>Patrus &#8211; Não houve isso. Eu estive no congresso nacional do PT, como delegado, voltei para que a nacional, no limite, no limite dos limites, possa fazer intervenção nos estados. Exatamente fiel a esse projeto de um partido nacional, de um partido sem donos.</p>
<p>Terra &#8211; O sr. acha a intervenção legítima, então?</p>
<p>Patrus &#8211; No limite, sim, mas tem que ser intermediado. Agora o partido tem que ter hierarquia sim, principalmente um partido democrático, com a participação das bases, mas com hierarquia democrática. A direção nacional tem essa responsabilidade sim, mas no limite. Até agora não foi tomada nenhuma medida (intervenção), pelo que sei. As questões, os desafios estão sendo processados como devem ser: pelo diálogo.</p>
<p>Terra &#8211; O Sr. perdeu as prévias por quatro pontos, rodou o Estado, enquanto o grupo de Pimentel não se mobilizou, talvez apenas politicamente&#8230; Ficou mágoa?</p>
<p>Patrus &#8211; Não. Claro que perder não é bom. Tenho lembrado uma frase que ouvi na juventude que eu guardei: &#8220;quem não sabe perder não merece ganhar&#8221;. É próprio da democracia isso. Mas foi um processo vivido intensamente, me enriqueci muito nos contatos com a base do PT. Encontrei muita gente, vi a belíssima participação da juventude, o que me tocou muito fundo o coração. Os 48% de votos que tivemos foram dados de coração, não houve nenhuma troca, nenhum favorecimento. Não estou dizendo que o outro lado tenha feito, não sei. Não houve sequer um transporte de eleitor. As pessoas foram votar com consciência. Esses 30 mil eleitores do PT mostram a força do PT em Minas.</p>
<p>Terra &#8211; O sr. está disposto a ir para a briga para que o Pimentel seja candidato?</p>
<p>Patrus &#8211; Pretendo participar ativamente do processo estadual e do nacional. Onde meu partido estiver, estarei presente. Espero que façamos uma aliança programática, está na hora de dizermos ao povo de Minas o que nós queremos para Minas Gerais, quais os compromissos vamos assumir&#8230; Temos grandes desafios. O PT apresentou seu candidato. O Fernando Pimentel é o candidato do PT. Mas, claro que precisamos trabalhar isso numa perspectiva de aliança. Temos entendimentos com o PMDB, é um partido que tem grande presença e grande capilaridade em Minas e no Brasil como outros partidos da base aliada. É o caso do PR, do PRB&#8230; Sinto falta aqui das negociações com o PSB, aliado histórico desde que ganhamos a prefeitura em 1992, o meu vice, o inesquecível Célio de Castro era do PSB.</p>
<p>Terra &#8211; Mas o PSB foi entregue de bandeja para o PSDB de Minas na disputa de 2008&#8230;</p>
<p>Patrus &#8211; Eu não vou entrar nessa discussão, vou falar do futuro, das nossas possibilidades e de coisas mais positivas, anunciadoras. Mas registro isso: a ausência do PSB no processo conosco.</p>
<p>Terra &#8211; O Bolsa Família corre risco nas mãos da oposição?</p>
<p>Patrus &#8211; As políticas sociais não podem parar. Tudo que para, estaciona, começa a andar para trás. Isso é irreversível. Temos que continuar consolidando as políticas sociais. Não devemos dissociar o Bolsa Família de outras ações. O Bolsa Família tem uma visibilidade maior, mas está ancorado em outras ações. O ministério se integra com a educação e a saúde, por exemplo. Outros programas interagem com o Bolsa Família.</p>
<p>Terra &#8211; Mas o sr. acredita ou não que há risco de a oposição interromper esses programas sociais?</p>
<p>Patrus &#8211; Alguém já disse que o preço da liberdade é a eterna vigilância. Foi o brigadeiro Eduardo Gomes, no passado. O preço das políticas sociais é também a vigilância permanente da sociedade. O dinheiro público é disputado. Temos no Brasil uma história de um Estado a serviço de interesses privados. É essa privatização do Estado brasileiro, essa relação promíscua que temos que superar entre o público e o privado. A desprivatização do Estado implica num Estado para todos, como estamos fazendo no governo do presidente Lula. O fato é que não fizeram antes. Política social pra valer começou neste governo do presidente Lula. Foi ele que criou o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.</p>
<p>Terra &#8211; Deputados da oposição na Assembleia cobram a participação do sr. na chapa majoritária com Pimentel e Hélio Costa. Há essa chance?</p>
<p>Patrus &#8211; Fico sensibilizado com a lembrança, mas não tenho ainda uma definição. Eu saí do ministério depois de muita reflexão, uma decisão sofrida, vim para Minas numa decisão coletiva. Voltamos para Minas para disputar o governo do Estado. Eu me sinto, apesar de agora meu nome não estar colocado, preparado para ser governador.Vamos conversar, refletir e ver qual o melhor caminho, onde possa servir melhor a Minas e ao Brasil.</p>
<p>Terra &#8211; Nessas suas reflexões existe espaço para pensar numa candidatura ao Senado?</p>
<p>Patrus &#8211; Não teria saído do ministério se não fosse para disputar a eleição para governador. Terminadas as prévias, temos um candidato. Estou trabalhando em dois cenários: um é não disputar a eleição. A militância política não implica em disputar eleições. Tenho inspirações como Jesus, São Francisco de Assis, Mahatma Gandhi, Dom Hélder Câmara, meu conterrâneo de Bocaiúva, Betinho. Temos muitas referências de pessoas que não ocuparam cargos públicos, mas foram políticos com &#8220;P&#8221; maiúsculo. A outra possibilidade é disputar o mandato, claro que dependendo das condições objetivas, das conversas, e também das reflexões que vou fazer.</p>
<p>Terra &#8211; Com o perdão da insistência, passaria pela sua cabeça a possibilidade de ser vice?</p>
<p>Patrus &#8211; Não estou colocando essas questões no momento. Até porque seria chapa puro sangue? Acho que isso não está posto agora. O PT tem um candidato a governador que é o Fernando Pimentel.</p>
<p>Terra &#8211; Mas falo na possibilidade de o candidato o Hélio Costa&#8230;</p>
<p>Patrus &#8211; Fizemos prévia para ter um candidato ao governo do Estado.</p>
<p>Terra &#8211; E o sr. acredita piamente que esse projeto vai ser levado adiante mesmo com a pressão e o Hélio Costa em primeiro disparado nas pesquisas?</p>
<p>Patrus &#8211; Há um sentimento de mudança, um clamor por um novo projeto de desenvolvimento integral e integrado de Minas. Um projeto de desenvolvimento econômico, tecnológico, mas também com profunda vinculação social, a questão regional&#8230; Minas ainda é um Estado aquém das suas possibilidades. Continuamos basicamente exportando commodities, café e minério. O Estado tem outras possibilidades muito amplas, de desenvolvimento da indústria, de serviços, o turismo que caiu muito nos últimos anos. E quem encarna esse desejo de mudança é o PT. Mas precisamos, em sintonia com o presidente Lula, com a candidatura da Dilma, conversar e buscar aliança com partidos aliados, e o PMDB tem papel importante. Não fui escolhido, então não estou envolvido diretamente nesse processo. Mas a expectativa dos 30 mil filiados que foram votar nas prévias é que nosso partido tenha candidato.</p>
<p>Terra &#8211; Como montar uma chapa forte para enfrentar o Anastasia, que está crescendo e tem o apoio estratégico do Aécio Neves?</p>
<p>Patrus &#8211; Estamos trabalhando para ter uma chapa forte. Uma aliança entre PT, PMDB, PCdoB, os demais partidos, PR, PRB, a liderança extraordinária do vice presidente José Alencar aqui em Minas, que precisa ter participação mais efetiva&#8230; Agora, como vai ser trabalhada a cabeça de chapa, este é um processo de diálogo, de convencimento.</p>
<p>Terra &#8211; Em algum momento o sr. conversou com o presidente Lula sobre o processo de Minas?</p>
<p>Patrus &#8211; Sempre tratei muito com o presidente sobre questões do ministério. Ele sempre nos deu a mais ampla liberdade. Nunca fomos submetidos a constrangimentos de ter que nomear alguém. Conversamos sim, algumas vezes, sobre questões políticas, mas as minhas conversas com o presidente ficam reservadas. É um dever de lealdade que eu tenho com ele. As relações de confiança implicam também a discrição.</p>
<p>Terra &#8211; Vai participar da campanha de Dilma Rousseff?</p>
<p>Patrus &#8211; Temos contatos marcados, inclusive com o presidente nacional do PT, nosso companheiro José Eduardo Dutra. O espaço é o espaço de alianças programáticas. Participei da equipe que elaborou o programa de governo do presidente Lula, coincidentemente na área social. Pretendo contribuir é com a questão programática e políticas sociais. Pretendo colocar o acúmulo político que tenho a serviço da nossa candidatura em Minas e da ex-ministra Dilma.</p>
<p>Terra &#8211; E quando começa a participar ativamente em Minas?</p>
<p>Patrus &#8211; Assim que for definida a chapa. Ao conversar com as pessoas que me apoiaram, já estou participando do processo. Devemos discutir programas. Precisamos pensar em alianças, mas é fundamental que se faça de uma forma ética. E o que amarra uma aliança ética são compromissos programáticos. O que vamos fazer para melhorar a vida do povo de Minas? O que vamos fazer pela educação em Minas, que vive uma grave crise, e a greve dos professores demonstra isso.</p>
<p>Terra &#8211; Após estreia da ex-ministra Dilma na TV, qual Dilma o senhor defende: a moldada ou a autêntica? Qual é a mais viável?</p>
<p>Patrus &#8211; Não sou especialista, não vi. Mas tem uma frase do Aristóteles, filósofo grego, que virou moeda corrente, mas é muito sábia. Ele diz que a virtude está no meio. Não podemos abrir mão de valores fundamentais, de ser aquilo que a gente é, ter identidade e espontaneidade. Mas a gente pode ser aperfeiçoado. Muitos hábitos podemos superar para construir personalidade mais integrada, mais harmoniosa. Numa disputa política, eleitoral, que passa pelos meios de comunicação, principalmente pela televisão, algumas técnicas são necessárias. E por isso são corretas, éticas. Como comunicar melhor com as pessoas, por exemplo. É possível o equilíbrio entre o que é a Dilma, com suas grandes qualidades de gestora, e algumas técnicas de comunicação e aperfeiçoamento de expressão.</p>
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		<title>Entrevista do ex-ministro Patrus Ananias publicada no jornal O Tempo de sexta-feira (14/5).</title>
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		<pubDate>Sat, 15 May 2010 20:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Patrus]]></category>
		<category><![CDATA[prévias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Tempo – Qual é o balanço das prévias? Patrus Ananias – Considero que foi um processo muito positivo, como são sempre as prévias no PT. Eu sempre defendi as prévias. Desde que coloquei meu nome como candidato, venho defendendo as prévias. Penso que foi bom a gente ter realizado, acho que elas vieram com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Tempo – Qual é o balanço das prévias?</p>
<p>Patrus Ananias – Considero que foi um processo muito positivo, como são sempre as prévias no PT. Eu sempre defendi as prévias. Desde que coloquei meu nome como candidato, venho defendendo as prévias. Penso que foi bom a gente ter realizado, acho que elas vieram com alguns entraves, que não comprometem o processo. É importante registrar que as prévias foram marcadas em um período muito curto, de 15 dias, não houve debates, o período foi muito limitado, mas de qualquer forma foi muito bom, mais de 30 mil militantes votaram – uma coisa forte, bonita, democrática, em um contexto de mais de 100 mil filiados. Teve da minha parte um processo intenso, viajei muito pelo Estado, por todas as regiões de Minas, dezenas de regiões. Penso que dei a minha contribuição. O resultado não nos foi favorável, mas entendo que o processo foi muito bom.</p>
<p>O Tempo – Houve desestímulo da militância no processo?</p>
<p>Patrus Ananias – Houve. Havia uma insistência muito grande de alguns órgãos de imprensa e de algumas lideranças do PT em dizer que as prévias não eram para valer, que havia um acerto definitivo com o PMDB. Isso, claro, desmotivou uma parte da militância.</p>
<p>O Tempo – O senhor não acredita que há interferência das cúpulas nacionais do PT e PMDB em favor da escolha de Hélio Costa?</p>
<p>Patrus Ananias – A interferência certamente existe e é legítima. No último Congresso do PT, do qual eu fui delegado, votei que o nacional tivesse poder para fazer interferências aqui em último caso. Sempre defendi o PT como partido nacional. E foi com esse processo que nós elegemos o presidente Lula. Saí do ministério com um projeto de governar Minas Gerais, sabendo que teria que enfrentar muitos desafios. O primeiro seria ganhar as prévias e unificar o PT de Minas, mas sabia que o segundo critério seria trabalhar para viabilizar a candidatura dentro de uma unidade mais ampla. É difícil ganharmos em Minas sem fazer uma aliança programática, ética. O PMDB tem presença, familiaridade no Estado. É importante buscarmos também outros partidos da base aliada. Sempre defendi que deveríamos incorporar lideranças dos movimentos sociais.</p>
<p>O Tempo – O senhor vai colocar seu nome à disposição dessa chapa da base?</p>
<p>Patrus Ananias – O meu compromisso com o projeto é permanente. Meu compromisso com o PT, com nosso projeto nacional, é permanente, passando também por Minas Gerais – um projeto de resgate do Estado, com as políticas sociais, com compromisso prioritário com os mais pobres, economia solidária, desenvolvimento regional. Meu compromisso é permanente. Sou militante desde os 13 anos. Mas nesse momento também considero que a política a serviço do bem comum não se faz somente no campo dos mandatos. Penso que há um espaço da política fora do espaço eleitoral. Dentro do próprio PT, nessa renovação política, nessa juventude. Quero também estudar, ler, ser professor. O projeto do governo de Minas não era um projeto meu, era um projeto coletivo. Como nosso projeto coletivo não se viabilizou, acho que devemos refletir. Claro que estou abrindo um processo de conversa com as pessoas, com os partidos, com as militâncias que me apoiaram e me estimularam a ser candidato.</p>
<p>O Tempo – Isso significa que o senhor não vai se decidir agora?</p>
<p>Patrus Ananias – Não. Não tem nada definido, a informação que eu tenho é que a chapa majoritária deverá fechar até 6 de junho, as convenções partidárias estão marcadas para meados de junho. E o acerto final da aliança em torno do dia 26. Então, tem prazo e, durante esse tempo, estarei pensando.</p>
<p>O Tempo – E o senhor continuará torcendo para o PT encabeçar a chapa?</p>
<p>Patrus Ananias – Claro. Penso que há um sentimento de mudança. Penso que o PT expressa mais do que qualquer partido – com todo respeito a esses partidos – esse sentimento de mudança, esse compromisso histórico com as políticas sociais, com os pobres, com os trabalhadores, com a democracia participativa, com a busca de integração do econômico com o social. Então é claro que, como militante do PT, gostaria muito de ver o PT disputando e ganhando as eleições em Minas. Mas é claro que temos certeza de que vamos ter uma aliança, que seja uma aliança programática, e me disponho a colaborar. Acho que está na hora de colocar na mesa PT com PMDB, PCdoB, partidos com que estamos conversando, PDT, PR, PSB, com os quais temos uma relação histórica, gostaria muito também de ter o PV. Penso que está na hora de discutirmos o que queremos para Minas Gerais.</p>
<p>O Tempo – Independentemente de participação na chapa majoritária aqui em Minas, o senhor vai contribuir efetivamente com as campanhas mineira e nacional?</p>
<p>Patrus Ananias – É claro que tem que acertar o espaço, independente de ser ou não candidato. O meu compromisso com o PT, como falei, é permanente. Mesmo não sendo candidato, estarei à disposição para participar e ajudar em tudo que for possível tanto na campanha estadual quanto na federal. Estarei onde estiver meu partido. Mesmo não sendo candidato, se não for, estarei disponível para que as conquistas que tivemos no governo Lula continuem, sobretudo tendo uma incidência maior aqui em Minas Gerais também.</p>
<p>O Tempo – O senhor sai desse processo chateado, magoado com alguma coisa? Ou sai pessoalmente bem?</p>
<p>Patrus Ananias – Saio desse processo pessoalmente bem. É claro que perder não é bom, é um exercício também de humildade. Ouvi uma frase uma vez muito bonita, que guardei, que é “quem não sabe perder, não merece ganhar”. A gente tem que saber perder. Eu queria as prévias, coloquei algumas ressalvas como a questão do prazo, a questão do tempo, mas não compromete. Estou com a consciência muito tranquila e o coração muito aquecido. Fiz a opção que queria fazer. A saída do ministério foi difícil, pela relação profunda que estabeleci com ele. Lá estive por mais de seis anos e o ministério se tornou uma referência em termos de políticas sociais transparentes e eficazes. O Brasil virou uma referência no mundo em termos de políticas sociais de combate à fome. Estamos superando a fome no Brasil. Isso é uma conquista histórica. Então acho que foi uma opção consciente. Disputei as prévias, não foi possível ganhar. Agora é seguir com novos horizontes. Tenho essa alegria, que Deus me deu, de ter diferentes caminhos na minha vida. Sou militante político e histórico, mas não sou necessariamente um militante de eleições. Quando fiz minha opção pelo PT, no alvorecer do partido, foi uma opção de longo prazo, não tinha uma expectativa de ser, 12 anos depois, prefeito de Belo Horizonte, 22 anos depois já estava chegando à Presidência com o Lula, como ministro. Tenho uma alegria enorme pelo que a gente fez. Tenho uma possibilidade enorme de refletir sobre a perspectiva de não disputar uma eleição e voltar às salas de aula, retomar meu trabalho como funcionário concursado na Assembleia Legislativa de Minas e ter um tempo maior para ajudar o PT e os movimentos sociais a refletir um pouco mais.</p>
<p>O Tempo – O senhor tem manifestado preocupação com o PT. O senhor acha que o partido está em um descaminho?</p>
<p>Patrus Ananias – Não. Não acho que é um descaminho. O PT cresceu e cresceu muito. Sem nenhum preconceito, sem nenhum prejulgamento, o partido cresceu muito e é bom que cresça. Mas é claro que incorporamos também muitas pessoas, com mandatos, que trouxeram suas bases, que não partilham de nossos compromissos. É uma dialética, acho que o partido tem que lutar pelos compromissos históricos e éticos e pelo compromisso com a democracia. Que o PT cresça, mas que continue sendo um partido de esquerda.</p>
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