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	<title>Patrus - Desenvolvimento é social &#187; Entrevistas</title>
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		<title>Entrevista do ex-ministro Patrus Ananias publicada no portal Terra quarta-feira (19/05)</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 11:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>
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		<description><![CDATA[Terra &#8211; O PT está saindo de um processo pontual das prévias em Minas. Como um dos personagens principais deste processo, como o sr. vê seu partido hoje? Patrus Ananias &#8211; As prévias foram positivas. Devemos reafirmar os compromissos democráticos do PT. Sempre defendemos a democracia como melhor forma de governo. Temos que ser coerentes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terra &#8211; O PT está saindo de um processo pontual das prévias em Minas. Como um dos personagens principais deste processo, como o sr. vê seu partido hoje?</p>
<p>Patrus Ananias &#8211; As prévias foram positivas. Devemos reafirmar os compromissos democráticos do PT. Sempre defendemos a democracia como melhor forma de governo. Temos que ser coerentes com nossa história e não sermos apenas um partido de períodos eleitorais. O processo das prévias teve limitações, um prazo muito curto entre a organização e a realização, não houve debate entre os candidatos, e houve um cizânia, foi colocado por algumas pessoas e pela imprensa que as prévias não eram para valer.</p>
<p>Terra &#8211; Dentro do partido mesmo se propagou isso, não é?</p>
<p>Patrus &#8211; Sim, isso contribuiu para certo arrefecimento da militância, mas de qualquer forma o processo contribuiu para que a gente continue lutando por um PT cada vez mais comprometido com as raízes. É claro que queremos um partido que vá aperfeiçoando seus mecanismos de interlocução com a sociedade. Fizemos o PT para ser um partido grande. Prevaleceu a ideia do partido de massas, plural, democrático, que estimule as diferenças e os diferentes, o que nos torna melhores. O PT não deve perder sua marca, sua identidade, que é o compromisso com a ética, o mais absoluto rigor na aplicação do dinheiro público, com a desprivatização do Estado brasileiro.</p>
<p>Terra &#8211; Como se alia o projeto nacional de poder, aos interesses do partido nos Estados? Como administrar este projeto de poder?</p>
<p>Patrus &#8211; Construímos o PT também com essa marca. Não queremos um partido regionalizado, com chefes, caciques, coronéis, locais ou estaduais. Queremos um partido de militância, colocando sempre o Brasil como referência. Agora, o projeto nacional não se dá no abstrato, ele passa pelos projetos locais, regionais, estaduais. Sobretudo em um Estado estratégico como Minas. Os projetos nacionais passam por Minas. Tem que haver essa relação: da mesma forma que ganhamos a presidência, queremos continuar governando o Brasil e Estados importantes como Minas Gerais, também temos que ter a atenção permanente com a base. O que o PT tem de mais forte e bonito é sua militância. Foi essa militância que pôs o PT de pé depois da grave crise de 2005 (mensalão), quando muitos achavam que o partido estava ferido de morte, foi no PED (Processo de Eleição Direta) que a militância mostrou força. Mais de 300 mil filiados foram votar e dizer que se não concordavam com aquelas práticas denunciadas. O governo Lula é um divisor de águas na história do Brasil. Estamos acabando com a fome no Brasil, reduzindo a pobreza, as injustiças, as desigualdades sociais e regionais. Claro que um partido como o PT tem que ter um projeto de poder. Mas um poder a serviço de princípios éticos, democráticos.</p>
<p>Terra &#8211; A direção nacional parece não pensar bem assim, respeitando tão a fundo os municípios, os Estados, os filiados? Houve ameaça de intervenção em Minas.</p>
<p>Patrus &#8211; Não houve isso. Eu estive no congresso nacional do PT, como delegado, voltei para que a nacional, no limite, no limite dos limites, possa fazer intervenção nos estados. Exatamente fiel a esse projeto de um partido nacional, de um partido sem donos.</p>
<p>Terra &#8211; O sr. acha a intervenção legítima, então?</p>
<p>Patrus &#8211; No limite, sim, mas tem que ser intermediado. Agora o partido tem que ter hierarquia sim, principalmente um partido democrático, com a participação das bases, mas com hierarquia democrática. A direção nacional tem essa responsabilidade sim, mas no limite. Até agora não foi tomada nenhuma medida (intervenção), pelo que sei. As questões, os desafios estão sendo processados como devem ser: pelo diálogo.</p>
<p>Terra &#8211; O Sr. perdeu as prévias por quatro pontos, rodou o Estado, enquanto o grupo de Pimentel não se mobilizou, talvez apenas politicamente&#8230; Ficou mágoa?</p>
<p>Patrus &#8211; Não. Claro que perder não é bom. Tenho lembrado uma frase que ouvi na juventude que eu guardei: &#8220;quem não sabe perder não merece ganhar&#8221;. É próprio da democracia isso. Mas foi um processo vivido intensamente, me enriqueci muito nos contatos com a base do PT. Encontrei muita gente, vi a belíssima participação da juventude, o que me tocou muito fundo o coração. Os 48% de votos que tivemos foram dados de coração, não houve nenhuma troca, nenhum favorecimento. Não estou dizendo que o outro lado tenha feito, não sei. Não houve sequer um transporte de eleitor. As pessoas foram votar com consciência. Esses 30 mil eleitores do PT mostram a força do PT em Minas.</p>
<p>Terra &#8211; O sr. está disposto a ir para a briga para que o Pimentel seja candidato?</p>
<p>Patrus &#8211; Pretendo participar ativamente do processo estadual e do nacional. Onde meu partido estiver, estarei presente. Espero que façamos uma aliança programática, está na hora de dizermos ao povo de Minas o que nós queremos para Minas Gerais, quais os compromissos vamos assumir&#8230; Temos grandes desafios. O PT apresentou seu candidato. O Fernando Pimentel é o candidato do PT. Mas, claro que precisamos trabalhar isso numa perspectiva de aliança. Temos entendimentos com o PMDB, é um partido que tem grande presença e grande capilaridade em Minas e no Brasil como outros partidos da base aliada. É o caso do PR, do PRB&#8230; Sinto falta aqui das negociações com o PSB, aliado histórico desde que ganhamos a prefeitura em 1992, o meu vice, o inesquecível Célio de Castro era do PSB.</p>
<p>Terra &#8211; Mas o PSB foi entregue de bandeja para o PSDB de Minas na disputa de 2008&#8230;</p>
<p>Patrus &#8211; Eu não vou entrar nessa discussão, vou falar do futuro, das nossas possibilidades e de coisas mais positivas, anunciadoras. Mas registro isso: a ausência do PSB no processo conosco.</p>
<p>Terra &#8211; O Bolsa Família corre risco nas mãos da oposição?</p>
<p>Patrus &#8211; As políticas sociais não podem parar. Tudo que para, estaciona, começa a andar para trás. Isso é irreversível. Temos que continuar consolidando as políticas sociais. Não devemos dissociar o Bolsa Família de outras ações. O Bolsa Família tem uma visibilidade maior, mas está ancorado em outras ações. O ministério se integra com a educação e a saúde, por exemplo. Outros programas interagem com o Bolsa Família.</p>
<p>Terra &#8211; Mas o sr. acredita ou não que há risco de a oposição interromper esses programas sociais?</p>
<p>Patrus &#8211; Alguém já disse que o preço da liberdade é a eterna vigilância. Foi o brigadeiro Eduardo Gomes, no passado. O preço das políticas sociais é também a vigilância permanente da sociedade. O dinheiro público é disputado. Temos no Brasil uma história de um Estado a serviço de interesses privados. É essa privatização do Estado brasileiro, essa relação promíscua que temos que superar entre o público e o privado. A desprivatização do Estado implica num Estado para todos, como estamos fazendo no governo do presidente Lula. O fato é que não fizeram antes. Política social pra valer começou neste governo do presidente Lula. Foi ele que criou o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.</p>
<p>Terra &#8211; Deputados da oposição na Assembleia cobram a participação do sr. na chapa majoritária com Pimentel e Hélio Costa. Há essa chance?</p>
<p>Patrus &#8211; Fico sensibilizado com a lembrança, mas não tenho ainda uma definição. Eu saí do ministério depois de muita reflexão, uma decisão sofrida, vim para Minas numa decisão coletiva. Voltamos para Minas para disputar o governo do Estado. Eu me sinto, apesar de agora meu nome não estar colocado, preparado para ser governador.Vamos conversar, refletir e ver qual o melhor caminho, onde possa servir melhor a Minas e ao Brasil.</p>
<p>Terra &#8211; Nessas suas reflexões existe espaço para pensar numa candidatura ao Senado?</p>
<p>Patrus &#8211; Não teria saído do ministério se não fosse para disputar a eleição para governador. Terminadas as prévias, temos um candidato. Estou trabalhando em dois cenários: um é não disputar a eleição. A militância política não implica em disputar eleições. Tenho inspirações como Jesus, São Francisco de Assis, Mahatma Gandhi, Dom Hélder Câmara, meu conterrâneo de Bocaiúva, Betinho. Temos muitas referências de pessoas que não ocuparam cargos públicos, mas foram políticos com &#8220;P&#8221; maiúsculo. A outra possibilidade é disputar o mandato, claro que dependendo das condições objetivas, das conversas, e também das reflexões que vou fazer.</p>
<p>Terra &#8211; Com o perdão da insistência, passaria pela sua cabeça a possibilidade de ser vice?</p>
<p>Patrus &#8211; Não estou colocando essas questões no momento. Até porque seria chapa puro sangue? Acho que isso não está posto agora. O PT tem um candidato a governador que é o Fernando Pimentel.</p>
<p>Terra &#8211; Mas falo na possibilidade de o candidato o Hélio Costa&#8230;</p>
<p>Patrus &#8211; Fizemos prévia para ter um candidato ao governo do Estado.</p>
<p>Terra &#8211; E o sr. acredita piamente que esse projeto vai ser levado adiante mesmo com a pressão e o Hélio Costa em primeiro disparado nas pesquisas?</p>
<p>Patrus &#8211; Há um sentimento de mudança, um clamor por um novo projeto de desenvolvimento integral e integrado de Minas. Um projeto de desenvolvimento econômico, tecnológico, mas também com profunda vinculação social, a questão regional&#8230; Minas ainda é um Estado aquém das suas possibilidades. Continuamos basicamente exportando commodities, café e minério. O Estado tem outras possibilidades muito amplas, de desenvolvimento da indústria, de serviços, o turismo que caiu muito nos últimos anos. E quem encarna esse desejo de mudança é o PT. Mas precisamos, em sintonia com o presidente Lula, com a candidatura da Dilma, conversar e buscar aliança com partidos aliados, e o PMDB tem papel importante. Não fui escolhido, então não estou envolvido diretamente nesse processo. Mas a expectativa dos 30 mil filiados que foram votar nas prévias é que nosso partido tenha candidato.</p>
<p>Terra &#8211; Como montar uma chapa forte para enfrentar o Anastasia, que está crescendo e tem o apoio estratégico do Aécio Neves?</p>
<p>Patrus &#8211; Estamos trabalhando para ter uma chapa forte. Uma aliança entre PT, PMDB, PCdoB, os demais partidos, PR, PRB, a liderança extraordinária do vice presidente José Alencar aqui em Minas, que precisa ter participação mais efetiva&#8230; Agora, como vai ser trabalhada a cabeça de chapa, este é um processo de diálogo, de convencimento.</p>
<p>Terra &#8211; Em algum momento o sr. conversou com o presidente Lula sobre o processo de Minas?</p>
<p>Patrus &#8211; Sempre tratei muito com o presidente sobre questões do ministério. Ele sempre nos deu a mais ampla liberdade. Nunca fomos submetidos a constrangimentos de ter que nomear alguém. Conversamos sim, algumas vezes, sobre questões políticas, mas as minhas conversas com o presidente ficam reservadas. É um dever de lealdade que eu tenho com ele. As relações de confiança implicam também a discrição.</p>
<p>Terra &#8211; Vai participar da campanha de Dilma Rousseff?</p>
<p>Patrus &#8211; Temos contatos marcados, inclusive com o presidente nacional do PT, nosso companheiro José Eduardo Dutra. O espaço é o espaço de alianças programáticas. Participei da equipe que elaborou o programa de governo do presidente Lula, coincidentemente na área social. Pretendo contribuir é com a questão programática e políticas sociais. Pretendo colocar o acúmulo político que tenho a serviço da nossa candidatura em Minas e da ex-ministra Dilma.</p>
<p>Terra &#8211; E quando começa a participar ativamente em Minas?</p>
<p>Patrus &#8211; Assim que for definida a chapa. Ao conversar com as pessoas que me apoiaram, já estou participando do processo. Devemos discutir programas. Precisamos pensar em alianças, mas é fundamental que se faça de uma forma ética. E o que amarra uma aliança ética são compromissos programáticos. O que vamos fazer para melhorar a vida do povo de Minas? O que vamos fazer pela educação em Minas, que vive uma grave crise, e a greve dos professores demonstra isso.</p>
<p>Terra &#8211; Após estreia da ex-ministra Dilma na TV, qual Dilma o senhor defende: a moldada ou a autêntica? Qual é a mais viável?</p>
<p>Patrus &#8211; Não sou especialista, não vi. Mas tem uma frase do Aristóteles, filósofo grego, que virou moeda corrente, mas é muito sábia. Ele diz que a virtude está no meio. Não podemos abrir mão de valores fundamentais, de ser aquilo que a gente é, ter identidade e espontaneidade. Mas a gente pode ser aperfeiçoado. Muitos hábitos podemos superar para construir personalidade mais integrada, mais harmoniosa. Numa disputa política, eleitoral, que passa pelos meios de comunicação, principalmente pela televisão, algumas técnicas são necessárias. E por isso são corretas, éticas. Como comunicar melhor com as pessoas, por exemplo. É possível o equilíbrio entre o que é a Dilma, com suas grandes qualidades de gestora, e algumas técnicas de comunicação e aperfeiçoamento de expressão.</p>
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		<title>Entrevista do ex-ministro Patrus Ananias publicada no jornal O Tempo de sexta-feira (14/5).</title>
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		<pubDate>Sat, 15 May 2010 20:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
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		<category><![CDATA[prévias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Tempo – Qual é o balanço das prévias? Patrus Ananias – Considero que foi um processo muito positivo, como são sempre as prévias no PT. Eu sempre defendi as prévias. Desde que coloquei meu nome como candidato, venho defendendo as prévias. Penso que foi bom a gente ter realizado, acho que elas vieram com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Tempo – Qual é o balanço das prévias?</p>
<p>Patrus Ananias – Considero que foi um processo muito positivo, como são sempre as prévias no PT. Eu sempre defendi as prévias. Desde que coloquei meu nome como candidato, venho defendendo as prévias. Penso que foi bom a gente ter realizado, acho que elas vieram com alguns entraves, que não comprometem o processo. É importante registrar que as prévias foram marcadas em um período muito curto, de 15 dias, não houve debates, o período foi muito limitado, mas de qualquer forma foi muito bom, mais de 30 mil militantes votaram – uma coisa forte, bonita, democrática, em um contexto de mais de 100 mil filiados. Teve da minha parte um processo intenso, viajei muito pelo Estado, por todas as regiões de Minas, dezenas de regiões. Penso que dei a minha contribuição. O resultado não nos foi favorável, mas entendo que o processo foi muito bom.</p>
<p>O Tempo – Houve desestímulo da militância no processo?</p>
<p>Patrus Ananias – Houve. Havia uma insistência muito grande de alguns órgãos de imprensa e de algumas lideranças do PT em dizer que as prévias não eram para valer, que havia um acerto definitivo com o PMDB. Isso, claro, desmotivou uma parte da militância.</p>
<p>O Tempo – O senhor não acredita que há interferência das cúpulas nacionais do PT e PMDB em favor da escolha de Hélio Costa?</p>
<p>Patrus Ananias – A interferência certamente existe e é legítima. No último Congresso do PT, do qual eu fui delegado, votei que o nacional tivesse poder para fazer interferências aqui em último caso. Sempre defendi o PT como partido nacional. E foi com esse processo que nós elegemos o presidente Lula. Saí do ministério com um projeto de governar Minas Gerais, sabendo que teria que enfrentar muitos desafios. O primeiro seria ganhar as prévias e unificar o PT de Minas, mas sabia que o segundo critério seria trabalhar para viabilizar a candidatura dentro de uma unidade mais ampla. É difícil ganharmos em Minas sem fazer uma aliança programática, ética. O PMDB tem presença, familiaridade no Estado. É importante buscarmos também outros partidos da base aliada. Sempre defendi que deveríamos incorporar lideranças dos movimentos sociais.</p>
<p>O Tempo – O senhor vai colocar seu nome à disposição dessa chapa da base?</p>
<p>Patrus Ananias – O meu compromisso com o projeto é permanente. Meu compromisso com o PT, com nosso projeto nacional, é permanente, passando também por Minas Gerais – um projeto de resgate do Estado, com as políticas sociais, com compromisso prioritário com os mais pobres, economia solidária, desenvolvimento regional. Meu compromisso é permanente. Sou militante desde os 13 anos. Mas nesse momento também considero que a política a serviço do bem comum não se faz somente no campo dos mandatos. Penso que há um espaço da política fora do espaço eleitoral. Dentro do próprio PT, nessa renovação política, nessa juventude. Quero também estudar, ler, ser professor. O projeto do governo de Minas não era um projeto meu, era um projeto coletivo. Como nosso projeto coletivo não se viabilizou, acho que devemos refletir. Claro que estou abrindo um processo de conversa com as pessoas, com os partidos, com as militâncias que me apoiaram e me estimularam a ser candidato.</p>
<p>O Tempo – Isso significa que o senhor não vai se decidir agora?</p>
<p>Patrus Ananias – Não. Não tem nada definido, a informação que eu tenho é que a chapa majoritária deverá fechar até 6 de junho, as convenções partidárias estão marcadas para meados de junho. E o acerto final da aliança em torno do dia 26. Então, tem prazo e, durante esse tempo, estarei pensando.</p>
<p>O Tempo – E o senhor continuará torcendo para o PT encabeçar a chapa?</p>
<p>Patrus Ananias – Claro. Penso que há um sentimento de mudança. Penso que o PT expressa mais do que qualquer partido – com todo respeito a esses partidos – esse sentimento de mudança, esse compromisso histórico com as políticas sociais, com os pobres, com os trabalhadores, com a democracia participativa, com a busca de integração do econômico com o social. Então é claro que, como militante do PT, gostaria muito de ver o PT disputando e ganhando as eleições em Minas. Mas é claro que temos certeza de que vamos ter uma aliança, que seja uma aliança programática, e me disponho a colaborar. Acho que está na hora de colocar na mesa PT com PMDB, PCdoB, partidos com que estamos conversando, PDT, PR, PSB, com os quais temos uma relação histórica, gostaria muito também de ter o PV. Penso que está na hora de discutirmos o que queremos para Minas Gerais.</p>
<p>O Tempo – Independentemente de participação na chapa majoritária aqui em Minas, o senhor vai contribuir efetivamente com as campanhas mineira e nacional?</p>
<p>Patrus Ananias – É claro que tem que acertar o espaço, independente de ser ou não candidato. O meu compromisso com o PT, como falei, é permanente. Mesmo não sendo candidato, estarei à disposição para participar e ajudar em tudo que for possível tanto na campanha estadual quanto na federal. Estarei onde estiver meu partido. Mesmo não sendo candidato, se não for, estarei disponível para que as conquistas que tivemos no governo Lula continuem, sobretudo tendo uma incidência maior aqui em Minas Gerais também.</p>
<p>O Tempo – O senhor sai desse processo chateado, magoado com alguma coisa? Ou sai pessoalmente bem?</p>
<p>Patrus Ananias – Saio desse processo pessoalmente bem. É claro que perder não é bom, é um exercício também de humildade. Ouvi uma frase uma vez muito bonita, que guardei, que é “quem não sabe perder, não merece ganhar”. A gente tem que saber perder. Eu queria as prévias, coloquei algumas ressalvas como a questão do prazo, a questão do tempo, mas não compromete. Estou com a consciência muito tranquila e o coração muito aquecido. Fiz a opção que queria fazer. A saída do ministério foi difícil, pela relação profunda que estabeleci com ele. Lá estive por mais de seis anos e o ministério se tornou uma referência em termos de políticas sociais transparentes e eficazes. O Brasil virou uma referência no mundo em termos de políticas sociais de combate à fome. Estamos superando a fome no Brasil. Isso é uma conquista histórica. Então acho que foi uma opção consciente. Disputei as prévias, não foi possível ganhar. Agora é seguir com novos horizontes. Tenho essa alegria, que Deus me deu, de ter diferentes caminhos na minha vida. Sou militante político e histórico, mas não sou necessariamente um militante de eleições. Quando fiz minha opção pelo PT, no alvorecer do partido, foi uma opção de longo prazo, não tinha uma expectativa de ser, 12 anos depois, prefeito de Belo Horizonte, 22 anos depois já estava chegando à Presidência com o Lula, como ministro. Tenho uma alegria enorme pelo que a gente fez. Tenho uma possibilidade enorme de refletir sobre a perspectiva de não disputar uma eleição e voltar às salas de aula, retomar meu trabalho como funcionário concursado na Assembleia Legislativa de Minas e ter um tempo maior para ajudar o PT e os movimentos sociais a refletir um pouco mais.</p>
<p>O Tempo – O senhor tem manifestado preocupação com o PT. O senhor acha que o partido está em um descaminho?</p>
<p>Patrus Ananias – Não. Não acho que é um descaminho. O PT cresceu e cresceu muito. Sem nenhum preconceito, sem nenhum prejulgamento, o partido cresceu muito e é bom que cresça. Mas é claro que incorporamos também muitas pessoas, com mandatos, que trouxeram suas bases, que não partilham de nossos compromissos. É uma dialética, acho que o partido tem que lutar pelos compromissos históricos e éticos e pelo compromisso com a democracia. Que o PT cresça, mas que continue sendo um partido de esquerda.</p>
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		<title>Encontros mineiros na Hebe</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 19:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No Programa da Hebe que foi ao ar nesta segunda-feira, a presença do Skank no palco e do ministro Patrus Ananias, na plateia, deram o tom mineiro. Samuel Rosa, vocalista do Skank, lembrou a cessão da música &#8220;Indignação&#8221; para a campanha vitoriosa de Patrus para a Prefeitura de Belo Horizonte. Hebe, com muita simpatia, perguntou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No Programa da Hebe que foi ao ar nesta segunda-feira, a presença do Skank no palco e do ministro Patrus Ananias, na plateia, deram o tom mineiro. Samuel Rosa, vocalista do Skank, lembrou a cessão da música &#8220;Indignação&#8221; para a campanha vitoriosa de Patrus para a Prefeitura de Belo Horizonte.</p>
<p>Hebe, com muita simpatia, perguntou ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome como funciona o Bolsa Família e ouviu dele que a fome no Brasil está acabando, que os pobres estão tendo melhores condições de vida e dignidade, e que as mulheres, com instrumentos como o Bolsa Família, programa do MDS, conquistam mais poder e autonomia.</p>
<p>Veja aqui vídeos com os dois trechos da participação de Patrus no Programa da Hebe: <a href="http://blogdopatrus.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/558522.wmv" rel="shadowbox[post-2474];width=640;height=385;" target="_blank">Vídeo 1</a> &#8211; <a href="http://blogdopatrus.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/558523.wmv" rel="shadowbox[post-2474];width=640;height=385;" target="_blank">Vídeo 2</a></p>
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		<title>Patrus dá entrevista em Uberaba</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 19:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na última sexta-feira, o ministro Patrus Ananias esteve em Uberaba para lançar o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA) na cidade. Ao todo, serão repassados mais de R$ 2,2 milhões à prefeitura para compra dos produtos que serão distribuídos às pessoas em situação de insegurança alimentar. Antes da solenidade, que reuniu autoridades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na última sexta-feira, o ministro Patrus Ananias esteve em Uberaba para lançar o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA) na cidade. Ao todo, serão repassados mais de R$ 2,2 milhões à prefeitura para compra dos produtos que serão distribuídos às pessoas em situação de insegurança alimentar.</p>
<p>Antes da solenidade, que reuniu autoridades locais e regionais e beneficiários dos programas sociais, o ministro concedeu entrevista à imprensa ao lado do prefeito Anderson Adauto. Patrus destacou a importância do PAA e explicou o funcionamento de diversos programas do ministério. Também ressaltou o papel fundamental do governo municipal para o bom desempenho dessas ações.</p>
<p>Falou ainda da forma republicana de atuação do MDS e da qualificação profissional dos beneficiários para as oportunidades surgidas com as obras do PAC e da expansão da área do turismo.</p>
<p>Acesse aqui a íntegra da coletiva:</p>
<p><a href="http://blogdopatrus.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/12_03_2010_sonora_coletiva_trecho1.mp3" rel="shadowbox[post-2392];player=flv;width=500;height=0;" target="_blank">parte 1</a> &#8211; <a href="http://blogdopatrus.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/12_03_2010_sonora_coletiva_trecho2.mp3" rel="shadowbox[post-2392];player=flv;width=500;height=0;" target="_blank">parte 2</a> &#8211; <a href="http://blogdopatrus.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/12_03_2010_sonora_coletiva_trecho3.mp3" rel="shadowbox[post-2392];player=flv;width=500;height=0;" target="_blank">parte 3</a> - <a href="http://blogdopatrus.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/12_03_2010_sonora_coletiva_trecho4.mp3" rel="shadowbox[post-2392];player=flv;width=500;height=0;" target="_blank">parte 4</a> &#8211; <a href="http://blogdopatrus.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/12_03_2010_sonora_coletiva_trecho5.mp3" rel="shadowbox[post-2392];player=flv;width=500;height=0;" target="_blank">parte 5</a> &#8211; <a href="http://blogdopatrus.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/12_03_2010_sonora_coletiva_trecho6.mp3" rel="shadowbox[post-2392];player=flv;width=500;height=0;" target="_blank">parte 6</a></p>
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		<title>Bom dia, ministro</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 18:36:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com o coração “aquecido” ao ouvir os resultados positivos promovidos pela presença dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) na vida dos usuários, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, concedeu ontem entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, transmitido pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o coração “aquecido” ao ouvir os resultados positivos promovidos pela presença dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) na vida dos usuários, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, concedeu ontem entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, transmitido pela NBR TV.</p>
<p>Durante a conversa com rádios de 12 Estados, Patrus afirmou que até o fim do ano espera que todos os moradores de rua estejam incluídos no Bolsa Família – atualmente, 20 mil famílias já contam com o programa. A inclusão depende de cadastro feito em parceria com as prefeituras.</p>
<p>Durante o programa radiofônico, o ministro falou sobre os resultados e desafios do Bolsa Família, o direito à alimentação, agora na Constituição, e a integração dos programas sociais.</p>
<p>Participaram, ao vivo, rádios de Aracaju, Campinas (SP), Campina Grande (PB), Chapecó (SC), Crateús (CE), Belo Horizonte e Uberlândia (MG), Foz do Iguaçu (PR), Campo Grande, Manaus, Porto Alegre, Maceió e Vitória. O programa foi transmitido ao vivo nesta quarta-feira pela manhã e será reprisado sábado (13) e domingo (14).</p>
<p>O áudio da entrevista estará  disponível no site da Secretaria de Imprensa da Presidência da República, que coordenou a entrevista: <a href="http://www.imprensa.planalto.gov.br" target="_blank">www.imprensa.planalto.gov.br.</a></p>
<p>Foto: Elza Fiúza/ABr</p>
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		<title>Realização das metas sociais </title>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 13:10:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entrevista do ministro Patrus Ananias é um dos destaques da revista Estados &#38; Municípios, nº 198, edição de fevereiro. Nela, ao longo da análise que faz sobre os programas sociais no Brasil sob a direção da pasta que comanda (o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), Patrus avalia a realização das metas propostas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entrevista do ministro Patrus Ananias é um dos destaques da revista Estados &amp; Municípios, nº 198, edição de fevereiro. Nela, ao longo da análise que faz sobre os programas sociais no Brasil sob a direção da pasta que comanda (o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), Patrus avalia a realização das metas propostas pelas políticas sociais do presidente e comenta: “Estamos acabando com a fome no Brasil. A fome endêmica já não existe mais”.</p>
<p>Outra observação do ministro é  quanto à importância dos programas sociais na superação da crise econômica que assolou o mundo no ano passado. Segundo ele, o Bolsa Família, em vez de agir como mero projeto assistencialista, contribuiu para estimular as economias locais, ajudando os pobres do País a saírem mais fortes do período de crise.</p>
<p><a href="http://www.estadosemunicipios.com.br/PDFs/198.pdf" target="_blank">Clique aqui para ler a íntegra da entrevista.</a></p>
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		<title>Sete anos em sete minutos</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 19:47:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O especial “Sete anos em sete minutos”, do Blog do Planalto, traz hoje uma entrevista de sete minutos com o ministro Patrus Ananias, na qual ele comenta as realizações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Segundo Patrus, o Brasil vive um momento de círculo virtuoso, com programas sociais, como o Bolsa Família, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O especial “Sete anos em sete minutos”, do Blog do Planalto, traz hoje uma entrevista de sete minutos com o ministro Patrus Ananias, na qual ele comenta as realizações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.</p>
<p>Segundo Patrus, o Brasil vive um momento de círculo virtuoso, com programas sociais, como o Bolsa Família, ajudando a girar a economia e a combater a crise global por meio da inserção das classes mais pobres no mundo do consumo e da cidadania.</p>
<p>Confira a íntegra</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="320" height="265" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/3prWzhi4nmo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="320" height="265" src="http://www.youtube.com/v/3prWzhi4nmo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Reforma tributária e seguridade social</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Feb 2010 10:02:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em entrevista à Revista de Seguridade Social da Anfip (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal) na edição d nº 102 (janeiro/março de 2010), o ministro Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, comentou não apenas as políticas sociais que estão ajudando a acabar com a fome no Brasil – caso do Bolsa Família e dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em entrevista à Revista de Seguridade Social da Anfip (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal) na edição d nº 102 (janeiro/março de 2010), o ministro Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, comentou não apenas as políticas sociais que estão ajudando a acabar com a fome no Brasil – caso do Bolsa Família e dos programas de segurança alimentar e nutricional –, como assuntos mais diretamente ligados aos interesses dos leitores da revista, caso da reforma tributária.</p>
<p>Outro tema tratado foi o seminário internacional de seguridade social que haverá em março, tratando do sistema que vincula as áreas de previdência, saúde e assistência social com outras, como educação, trabalho e segurança.</p>
<p>Leia a íntegra da entrevista no link abaixo:</p>
<p><a href="http://www.anfip.org.br/publicacoes/revistas/arqs/revista_102.swf" rel="shadowbox[post-2226];width=640;height=385;" target="_blank">http://www.anfip.org.br/publicacoes/revistas/arqs/revista_102.swf</a></p>
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		<title>Patrus na Rádio Educadora de Fabriciano</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 12:31:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em entrevista ao vivo para a Rádio Educadora de Coronel Fabriciano, na quarta-feira (24), o ministro Patrus Ananias falou sobre a viagem ao Haiti e a El Salvador, sobre os programas do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e sobre o processo eleitoral em Minas – sobretudo sua pré-candidatura a governador do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em entrevista ao vivo para a Rádio Educadora de Coronel Fabriciano, na quarta-feira (24), o ministro Patrus Ananias falou sobre a viagem ao Haiti e a El Salvador, sobre os programas do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e sobre o processo eleitoral em Minas – sobretudo sua pré-candidatura a governador do Estado.</p>
<p>Durante a entrevista, o ministro explicou como funcionam e qual o alcance de programas como o Bolsa Família, êxito no Brasil e no mundo; e informou os números das ações do MDS no Vale do Aço, inclusive as de segurança alimentar e nutricional e de assistência social.</p>
<p>Na viagem à América Central, o ministro integra a comitiva do presidente Lula (ele viajou na noite de quarta) e vai assinar naqueles países acordos de cooperação.</p>
<p>Finalmente, sobre a pré-candidatura ao governo de Minas, Patrus esclarece que o projeto, coletivo, se ampara nas duas experiências bem-sucedidas dele como administrador público – como prefeito de Belo Horizonte e como ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em gestões aplaudidas e premiadas no País e no exterior.</p>
<p>A conversa com o apresentador Élcio Ferreira, do programa Microfone Aberto, entrou no ar às 11h05 de quarta-feira e durou 20 minutos.</p>
<p><a href="http://blogdopatrus.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/24_02_2010_sonora_Radio_Educadora_viagem_Haiti_El_Salvador.mp3" rel="shadowbox[post-2219];player=flv;width=500;height=0;" target="_blank">Ouça aqui o áudio com a íntegra da entrevista</a>.</p>
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		<title>Ministro Patrus no Jornal do Brasil : Sou o melhor nome</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 18:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O ministro Patrus Ananias, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, concedeu esta entrevista ao Jornal do Brasil, publicada nesta segunda-feira. Confira a íntegra da conversa, em que Patrus fala sobre o processo político, a pré-candidatura ao governo de Minas e a conjuntura atual. Sou o melhor nome para o PT Num claro [...]]]></description>
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<p>O ministro Patrus Ananias, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, concedeu esta entrevista ao Jornal do Brasil, publicada nesta segunda-feira. Confira a íntegra da conversa, em que  Patrus fala sobre o processo político, a pré-candidatura ao governo de Minas e a conjuntura atual.</p>
<p><strong>Sou o melhor nome para o PT</strong><strong></strong></p>
<p><em>Num claro e,bate com o colega Fernando Pimentel pela candidatura do PT ao governo de Minas Gerais, Patrus diz que é o quadro que unifica as esquerdas</em><em></em></p>
<p>Leandro Mazzini e Luciana Abade</p>
<p>BRASÍLIA</p>
<p><em>&#8220;Aprendi a respeitar muito a intuição política do presidente, a sua capacidade de criar coesão, vislumbrar caminhos&#8221;</em><em></em></p>
<p><em>&#8220;Eu quero governar Minas Gerais não por uma questão pessoal, é  um projeto coletivo&#8221;</em><em></em></p>
<p><em>&#8220;Nunca fiz política sozinho&#8221;</em><em></em></p>
<p><em>&#8220;Tem que se buscar um consenso. O primeiro seria a prévia, é  do estatuto do</em> PT. Quem ganhar, ganhou, com critérios claros&#8221;</p>
<p>À frente de um dos principais programas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Desenvolvimento Social e combate à fome, Patrus Ananias, reforça que é candidato ao governo de Minas Gerais, considerasse o nome mais viável para formar os palanques da base e diz que lutará até o seu limite para fazer o PT levar seu nome à cédula. Sua saída do ministério dentro do prazo do calendário eleitoral, no entanto, depende das articulações do presidente Lula e de o PT de Minas fazer prévias para lançar ou não um nome ao Executivo.</p>
<p>Nesta entrevista ao JB, como bom mineiro, evita falar de rusgas internas com outro petista, Fernando Pimentel. E acredita que, em algum momento, os partidos da base governista &#8211; inclusive o PMDB &#8211; vão se unir. A prioridade, agora, é conversar, e muito.</p>
<p><strong>Consolidado e com resultados significativos, o senhor teme que o Bolsa Família seja extinto diante de eventual derrota do PT na campanha presidencial? </strong><strong></strong></p>
<p>Alguns setores da oposição, minoritários, não aceitam o Bolsa Família. Agora, as pessoas mais sensíveis às exigências da justiça social como fator fundamental para a soberania e o desenvolvimento, cada vez mais acolhem.No fim do ano passado nós conseguimos aprovar no Congresso Nacional três projetos de lei de interesse do ministério, no sentido inclusive de dar ao ministério condições de trabalhar melhor, e foi com o apoio da oposição. E também há o fato de nós estarmos trabalhando em uma linha republicana, com governos estaduais e municipais de todos os partidos. Mas o programa, do ponto de vista legal, carece de algumas questões.</p>
<p><strong>O reajuste seria uma delas? </strong><strong></strong></p>
<p>Por exemplo, não prevê critérios de reajuste e esse é um ponto importante. Nós estamos trabalhando também sempre na perspectiva de aperfeiçoar o programa.<strong> </strong>Estamos, neste momento, trabalhando intensamente em algumas propostas que vamos levar ao presidente Lula no sentido de aperfeiçoar o programa e dar a ele um embasamento jurídico maior.</p>
<p><strong>A notícia de uma norma que deixa a dos gestores municipais o prazo de validade do benefício é sinal de descentralização do programa?</strong><strong></strong></p>
<p>O programa nasceu com essa característica, é descentralizado. O cadastro é da responsabilidade das prefeituras. Qual é a nossa avaliação? As prefeituras existem, os prefeitos e os vereadores são eleitos pelo povo, têm responsabilidades constitucionais. Por isso o ministério trabalha com um número muito reduzido de funcionários &#8211; 1.400. Nós trabalhamos em parceria com os governos estaduais e sobretudo municipais.</p>
<p><strong>O programa e o cargo deram visibilidade ao senhor. É fato que o senhor é candidato ao governo de Minas. Mas é fato que o PT vai ter candidato ao governo?</strong><strong></strong></p>
<p>Eu trabalho com essa<strong> </strong>perspectiva. Qual é o meu projeto? Quero governar Minas Gerais, e me considero preparado para isso, acho que é um bom momento. A experiência que nós tivemos, muito exitosa, reconhecida nacional e internacionalmente, na prefeitura de Belo Horizonte, é uma experiência de gestão muito eficaz e efetiva, com dimensão social muito forte. Então eu quero governar Minas não por uma questão pessoal, é um projeto coletivo. Nunca fiz política sozinho. Fui estimulado a lutar pela candidatura, venho recebendo manifestações, inclusive de fora do PT. Quero, estou convencido, em sintonia com o presidente Lula, com a direção nacional do PT, que é importante buscar uma aliança com os partidos da base de sustentação do presidente, até para fazer um palanque forte para a candidatura da Dilma Rousseff em Minas. O  PMDB é um parceiro fundamental nesse processo.</p>
<p><strong>O PMDB também não abre mão de candidatura.</strong><strong></strong></p>
<p>Está todo mundo buscando o seu espaço, é legítimo isso. Vai ter um momento em que vai ter que se avaliar qual é a candidatura que está mais sintonizada com o momento histórico. Quem tem experiência de campanha política vai sentir para onde os ventos estão soprando, qual é a candidatura com maior potencial de unidade, de ampliação. Acredita que o PT e o PMDB podem ser aliados? &#8211; Acho que sim, trabalho com essa perspectiva, é desejável.</p>
<p><strong>O fato de o Fernando Pimentel ter se aproximado do governador Aécio Neves (PSDB) rachou o partido? </strong><strong></strong></p>
<p>Não quero voltar a esse assunto até  por apreço ao prefeito Márcio Lacerda (PSB) com quem tenho uma relação construtiva.<strong> </strong>É assunto que pretendo superar. Mas acho que isso tudo foi um processo que não foi o melhor. Muitas pessoas que participaram dele, junto com o ex-prefeito (Pimentel), hoje fazem uma clara autocrítica, porque não foi um processo consensual. O vice-presidente José Alencar (PRB) não foi consultado, o PMDB foi excluído, foi excluído o ministro Hélio Costa, nós fomos excluídos, militantes e lideranças históricas do PT. Agora é hora pensar para o futuro&#8230;</p>
<p><strong>Como ministro próximo do presidente Lula e à frente de uma pasta importante, não esperava um apoio mais claro dele?</strong><strong></strong></p>
<p>Acho que não.O processo político em Minas tem muitas sutilezas. Acho que a postura do presidente tem sido muito serena, equilibrada. Por outro lado ele tem uma extraordinária liderança que nós todos respeitamos. Estamos juntos há mais de 30 anos. Aprendi a respeitar muito a intuição política do presidente, a sua capacidade de criar coesão, vislumbrar caminhos. Nós todos temos que nos unir em torno da candidatura da ministra Dilma. Mas acho que está muito correta a posição dele. A de esperar a escolha do PT e, aí sim, apoiar. Se for caso também, no momento correto.</p>
<p><strong>O Pimentel também  é pré-candidato. O senhor consegue vencê-lo dentro do PT?</strong><strong></strong></p>
<p>Defendo que esse processo seja resolvido através de prévia. Nós construímos um partido democrático, é um partido que valoriza muito a sua base, os seus filiados, os seus militantes. Eu não entendo, efetivamente, por que o outro pretendente, dentro do PT, não quer prévia. Certamente porque há uma percepção de que é um processo em que eu teria mais condições de ganhar. É meio histórico dentro do PT, tenho uma militância intensa, disputei seis eleições.</p>
<p><strong>Como isso será  resolvido?</strong><strong></strong></p>
<p>Teria que ser uma prévia ética, transparente. Acho que é o melhor caminho e fico preocupado mesmo que o outro lado não esteja considerando esse caminho e apostando numa falta de caminhos. Infelizmente não há nenhum procedimento nesse sentido. Não há nenhum retorno aos nossos pleitos. Eu tenho sido procurado, tenho tido muitas e boas conversas com apoiadores do Pimentel. Sinto que as principais lideranças, as pessoas que têm realmente compromisso histórico com o partido, estão preocupadas no sentido de que a gente encontre um caminho.</p>
<p><strong>O senhor está  magoado com o Pimentel? </strong><strong></strong></p>
<p>De jeito nenhum, tenho a relação com ele preservada. Acredito na democracia, acho que é legítimo.</p>
<p><strong>Mas teme que ele o atropele novamente, como ocorreu nas eleições municipais?</strong><strong></strong></p>
<p>Não é questão de atropelar, mas tem que buscar um consenso, um caminho. O primeiro caminho seria a prévia, é do estatuto do PT. Quem ganhar ganhou, com critérios claros. É claro, para ter prévia, tem que ter o aceite da outra parte. Não vamos transformá-la em mais uma disputa, tem que ser pactuada.</p>
<p><strong>O senhor abrirá  mão da candidatura por um palanque amplo da base?</strong><strong></strong></p>
<p>Sou candidato ao governo de Minas neste momento.</p>
<p><strong>Seria candidato ao Senado? </strong><strong></strong></p>
<p>Nesse momento, não. Claro que dentro dos princípios éticos, considerando as responsabilidades que eu tenho com o PT, com o presidente Lula, com a candidatura da Dilma, estou empenhado em viabilizar minha candidatura. Estou convencido de que sou o melhor nome para unificar o PT em Minas, para unificar as esquerdas. Tenho um diálogo muito bom com o PMDB e com outros partidos da base. Sou candidato ao governo, não trabalho com outro cenário, até porque o Poder Executivo me motiva muito mais, me sinto uma pessoa realizada. Acho que sou o melhor nome, mas a democracia tem disso, você tem que acertar com a vontade dos outros também. É a famosa expressão  do Garrincha: &#8220;Tem que combinar com os russos&#8221;.</p>
<p>Então tenho que combinar com os outros, também. Eu quero ser o candidato, mas se no limite, contrariando as minhas expectativas, eu não for o candidato, vou considerar com muito carinho, se for esse o desejo do presidente Lula, realmente continuar aqui no ministério.</p>
<p>(Colaborou João Batista Araújo)</p>
<p><strong>Perfil</strong><strong></strong></p>
<p><strong>Patrus </strong><strong>Ananias de Sousa</strong></p>
<p>Nasceu em Bocaiúva (MG), em 1952. Formado em direito na UFMG, iniciou vida política no Centro Acadêmico. É  um dos fundadores do PT. Foi eleito vereador em  Belo Horizonte em 1983 e foi prefeito de 93 a 96. Em 2002 foi eleito deputado federal com 520 mil votos. Assumiu o ministério em 2004. É doutorando em filosofia, tecnologia e sociedade pela Universidad de Madrid.</p></div>
</div>
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