
Arquivo pessoal
Em 2004, Patrus recebeu o convite do presidente Lula para comandar a pasta com a tarefa de implementar o programa Bolsa Família e integrá-lo com os outros programas sociais, ligados à assistência social e segurança alimentar e nutricional. O objetivo maior é o combate a fome, a desnutrição, a pobreza e a desigualdade no Brasil.
Essa é a tarefa à qual ele se dedica e ocupa a maior parte do seu tempo, que divide também com as atividades partidárias e sua família – esposa, dois filhos, noras e dois netos.
Mas para conhecer Patrus hoje, é bom saber de onde ele veio.
Nasceu em Bocaiúva (MG) em 1952. Lá passou a infância, adolescência e parte da juventude. Deu os primeiros passos da sua formação política, nos movimentos estudantis e nos movimentos da Igreja. Em Belo Horizonte continuou os estudos e se formou em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1976.
Especializou-se em Poder Legislativo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, onde se tornou mestre em Direito Processual.
Patrus é doutorando em Filosofia pela Universidad Complutense de Madrid e professor licenciado da PUC Minas, onde leciona Direito e Legislação Social e Introdução ao Direito.
Funcionário concursado e licenciado da Assembléia Legislativa de Minas Gerais é membro da Academia Mineira de Letras desde 1996, onde honradamente ocupa a cadeira número 39, que pertenceu ao seu grande mestre, professor Edgar de Godoi da Mata-Machado.
Quando se mudou para BH, participou das lutas democráticas e sociais que deram origem ao Partido dos Trabalhadores.
Como advogado, atuou principalmente nas áreas de Direito do Trabalho e Direito Previdenciário.
De 1979 a 1983, defendeu categorias como jornalistas, assistentes sociais, professores e engenheiros e também assessorou associações comunitárias, pastorais e movimentos sociais.
Em 1989, foi eleito vereador em Belo Horizonte. Nessa época, foi relator da Lei Orgânica do Município, presidente da Comissão de Legislação e Justiça da Câmara Municipal e se empenhou em debates sobre Legislação e Autonomia Municipal.
Foi eleito prefeito da capital mineira em 1992. Exerceu o mandato de 1993 a 1996 quando implantou na Prefeitura o Orçamento Participativo.
Foi pioneiro na implantação de políticas de combate à fome e desnutrição: fez o restaurante popular, ampliou a merenda escolar e criou os programas “Safra” e “Direto da Roça”, destinados a reduzir a ação de atravessadores e especuladores dos produtos agrícolas. Nesse período, desenvolveu importantes obras viárias e intervenções urbanas e vigorosas ações na educação, na saúde, na cultura e no meio ambiente, que significaram um salto na qualidade de vida da cidade.
No Partido dos Trabalhadores, filiado desde 1981, foi Membro do Diretório Estadual, Secretário Geral (1983- 1988) e Presidente do Partido em Minas Gerais (1997-1999). Atualmente, faz parte do Diretório Nacional.
Trabalhou na equipe que elaborou o programa de governo do PT nas eleições presidenciais de 2002.
Em 2002 se elegeu deputado federal com a maior votação da história de Minas Gerais: 520.048 votos.
Licenciou-se da Câmara dos Deputados em 2004 , atendendo à convocação do presidente Lula para implantar o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.