Um estudo do Dieese revela que, nos últimos 10 anos, o brasileiro gasta uma fatia cada vez menor de seu salário com itens da cesta básica, o que lhe permite variar o consumo da família. Fatores como o crescimento do poder de compra do salário mínimo contribuem para que o pobre possa consumir cada vez mais, além da cesta básica.
Os números comprovam: se em 1995 os produtos básicos comprometiam 89% da renda do trabalhador este ano o percentual está em 44,99% da renda líquida. Isso quer dizer que menos da metade do salário mínimo basta para comprar itens como arroz, feijão e carne, que caíram de preço de um ano pra cá.
Com o salário mínimo maior e o custo da cesta básica menor, as famílias estão tendo condições de gastar com material de construção, para reformar a casa, com roupas e até com produtos que não são considerados essenciais, como um rádio. Os dados foram divulgados no último sábado, dia 7, no jornal “Folha de S. Paulo”.